Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Vale tudo

Vivo num país onde é possível que a concertação social (estado, representantes do patronato e representantes dos trabalhadores) chega a um acordo que tem relevo para todos nós, quando na realidade nenhuma destas três figuras que referi, tem real representação. Vejam o número de votantes na coligação PSD/CDS nas últimas eleições, vejam o número de sindicalizados na UGT e CGTP e vejam o número de "patrões" que se revêm nas confederações de patronatos. Posso estar a chocar muitos, mas é o que me vai na alma. Não vejam por favor este comentário como  anti-democrático, mas sim um sentimento pró-democrático. O perigo do sistema "colapsar" está principalmente nos factores da representação democrática.

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

o aldrabão


Lembram-se do aldrabão numa conferência de imprensa dizer que devia pessoalmente um pedido de desculpas ao País por estar a fazer aquilo que disse que não gostaria de fazer e que não achava que devesse ser feito, e já bem depois de estar a levar este Pais para o descalabro como 1º Ministro questionado por um Jornalista do “Expresso “ certamente a mando de Sócrates, perguntou-lhe se, perante as mentiras por si proclamadas durante a campanha eleitoral que não ia mexer nos salários, nem aumentar os impostos, não devia pedir perdão a alguém ao que ele respondeu que não sentia que tivesse de pedir desculpa aos portugueses?

Ora depois de todos os indicadores económicos da conjuntura se estarem a agravar desde a tomada de posse deste (des)governo, sempre com a desculpa do Governo de Sócrates, não fazendo Passos mais nada se não cortar nos ordenados e aumentar todos os impostos diretos e indiretos, mais uma vez aldrabão que dizia que o défice de 2012 seria de 4,5% vem agora o Gaspar dizer que afinal é de 5,4% com a agravante de se ir configurando uma receção cada vez mais assustadora, mas certamente culpa ira ser de Sócrates

É bom lembrar que o líder aldrabão juntamente com os outros responsáveis pela situação que vivemos nomeadamente CDS PCP e BE chumbaram o PECIV, dizendo o aldrabão que o chumbo se devia à excessiva austeridade que era proposta, dizendo agora o impostor que a austeridade é necessária!
O mentiroso era Sócrates…

Tenho a perfeita noção que até 2015 a economia e finanças deste País ficará de rastos enquanto o aldrabão e o seu partido estiver no poder, mas a culpa continuará a ser sempre dos pensionistas dos funcionários públicos, da crise internacional e como seria de esperar de Sócrates!

Entretanto o PS que já caucionou o orçamento para 2012 por via da abstenção, a única oposição que tem feito é do estado de choque, provavelmente até Seguro ir para um governo supostamente de salvação nacional com o aldrabão, e como Seguro não tem coragem de assumir, talvez até por também ter feito oposição a Sócrates, que os problemas deste País agravaram-se quando o aldrabão foi para o poder com o aval do PCP e BE que também têm responsabilidade naquilo que estamos a passar, pois tanto as pessoas que sabiam o que isto iria dar, como aquelas que se deixaram enganar, tais como pensionistas, funcionários públicos, trabalhadores, desempregados pequenos empresários, é que vão continuar a pagar, mas como é óbvio quer seja para o PSD/CDS como para o PCP, será sempre debaixo do chapéu da culpa de Sócrates, isto porque os extremos tocam-se e as ideologias no-liberais e totalitárias lidam muito mal com quem numa economia global e de mercado, não esquece os interesses do povo!

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Uma dimensão desconhecida...

Admito que ultimamente tenho andado meio "atordoado" com a sucessão de acontecimentos. Por vezes como um vulgo pugilista que, estando encostado às cordas, procura em vão uma oportunidade para encher os pulmões e recuperar a compostura antes do próximo golpe ser desferido. É difícil encontrar uma narrativa coerente face ao caminho que o País e a Europa parecem ter adoptado. A forma como a crise financeira está a ser encarada pelas suas lideranças seria digna de um episódio da mítica série de televisão The Twilight Zone dos anos 80. Subitamente, todas as características e conquistas, fruto de décadas de avanços e recuos, que permitiram que a União Europeia fosse vista aos olhos do mundo como uma referência de paz e irmandade entre Nações tão díspares, e que permitiram que uma das zonas mais bélicas do planeta vivesse tempos de paz duradoura, se transformassem em pecado capital merecedor de severa punição. Sem querer aprofundar as causas que estiveram na origem desta crise financeira mundial…não deixa de ser incompreensível que, em nome de um pretenso “ajustamento” das economias, se tenha instalado um sentimento unanimista de auto flagelo colectivo, mas sobre tudo, um estranho e assustador Ritual de adoração pela austeridade.

Há quem acredite que apenas nos resta exorcizar os nossos “pecados” com a bênção dos mercados, já eu temo que no final da cerimonia, quando a “causa” tiver perdido os seus fiéis, não haverá forma de reparar o irreparável…!
nos queira convencer

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

"O Futuro é Agora !" - O Primeiro-Ministro anunciou que íamos empobrecer... (:(:(:(:


"O Futuro é Agora !" - O Primeiro-Ministro anunciou que íamos empobrecer... (:(:(:(:

O Primeiro-Ministro anunciou que íamos empobrecer...

O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar “verdade”, que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que… Não interessa.

Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os “remediados” só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia “mais tenrinho” para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse “a fénico”. Não, não era a “alimentação mediterrânica”, nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência.

Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de “longa” duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos “balões” (“Olha, hoje houve um ‘ balão’ na Cuf, coitados!”). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver “como é que elas iam vestidas”.

Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a “obra das Mães” e fazia-se anualmente “o berço” nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem- comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).

Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos (“Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho”). As pessoas iam à “Caixa”, que dependia do regime de trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma “boa zurrapa”.

E todos por todo o lado pediam “um jeitinho”, “um empenhozinho”, “um padrinho”, “depois dou-lhe qualquer coisinha”, “olhe que no Natal não me esqueço de si” e procuravam “conhecer lá alguém”.

Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.

Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria); dona; senhora dona e… supremo desígnio – Madame.

Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por “mangas-de-alpaca” porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.

Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal.


Um texto de Isabel do Carmo no Público de 29-11-2011

Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Conheça as Apps que tinha o iPad que Passos Coelho perdeu ?


As Apps que tinha o iPad que Passos Coelho perdeu:

App “Merkelize.Me”

Aplicação com ordens dadas em tempo real por Angela Merkel

App “OLX.PIIGS”

Aplicação com anúncios classificados de compra e venda de máquinas que imprimem moeda.

App “AlvaroBreakingNews”

Alerta de gafes de ministro Álvaro em tempo real

App “OhYesBaby!“

Aplicação de respostas automáticas de SMS. Programado para dizer:

-”Na boa, pá” a Relvas
-”Sim, corta” a Vítor Gaspar

-”Cala-te” a Álvaro
-“Sim, meu amor” a Merkel

App “iTroika”

Aplicação que tem acesso a dados da aplicação iGaspar com a execução orçamental em tempo real e produz choques no ecrã em caso de maus resultados. Muito usado por Passos Coelho nos conselhos de ministros para humilhar e torturar ministros incumpridores. Minuto de choque eléctrico por cada ponto percentual de desvio. Castigo passa agora para o triplo, conforme assinado na cimeira europeia.

App “HairMakeOver”

Aplicação para escolher qual o penteado que fica melhor e que disfarça melhor a falta de cabelo em certas partes

App “Predict my day, motherfucker”

Aplicação com horóscopo diário que cruza dados de todos os signos e ascendentes de membros do governo, agências de rating, empresas do PSI-20, Sarkozy e Merkel

App “Ich liebe dich”

Envia mensagens românticas diversificadas, criativas e estimulantes em alemão para o telemóvel de Angela Merkel quando esta acorda, ao longo do dia e quando se deita

App “iMarcelo”

Profecias políticas do Professor Marcelo

App “iMarquesMendes”

A mesma treta da aplicação iMarcelo mas com críticas mais duras, elaboradas e melhor argumentadas

App “eBay.me”

Aplicação com licitações em tempo real do eBay. Programado para informar Passos Coelho de todas as licitações feitas a empresas públicas portuguesas. Responde sim se a empresa for alemã.

App “It’s a summit, stupid”

Calendário com datas das próximas 50 cimeiras derradeiras para salvar o euro

App “Suit Generator”

Conselheira de moda virtual que analisa agenda e roupa que já saiu da máquina de lavar de Laura e sugere combinação ideal de fato, camisa e gravata

App “iSocrates”

Aplicação que acompanha em tempo real palestras de economia de Sócrates em Paris

App “Caga Nisso”

Aplicação com medidas do governo que eram prioritárias mas já não são:

-Tomar medidas para estimular o crescimento económico

-Tomar medidas para a criação de emprego

-Comissão de inquérito no caso Camarate

App “iSeguro”

Relatório em tempo real de todas as abstenções do PS na Assembleia

App “PimpMyConstitution”

Aplicação que importa automaticamente dados da Aplicação “querido, mudei o tratado europeu” da autoria de Merkel. Tem nova entrada na lista “So Much To Do” que é impor limite ao défice.

App “Kiss my ass”

Aplicação com lista de dispensas de ministros. Tem dois nomes: Álvaro e Miguel Macedo

App “Lifecooler Especial Luanda”

Restaurantes “bom e barato” em Luanda

App “MyTravel”

Aplicação que permite comprar bilhetes de avião mais baratos e apenas em classe económica. Envia gif do bilhete com tarifa económica para os média verem que ele é poupadinho.

App “Angry Birds Belém”

Porcos verdes a abater têm a cara de Cavaco Silva

App “iJardim”

Aplicação que bloqueia qualquer pagamento de Alberto João Jardim que não esteja no orçamento. Está a ser testada a opção “acabar com zona franca da Madeira” mas está a dar erro.

App “iSondagem”

Calcula em tempo real a partir de todas as sondagens a vantagem que PSD tem em relação ao PS

App “Has António José Seguro Been Sacked Yet?”

Para saber quando acabará o seu estado de graça

App “Questões importantes para debater com o meu parceiro de coligação”

Está em branco

App “Lista de presentes a comprar para o Natal”

Só tem um nome: Merkel

App “Relvas, I’m Driving”

Manda mensagem a avisar Relvas que não pode atender telemóvel nem responder a SMS porque está a conduzir. Detecta automaticamente quando o carro liga.

App “Conversor euro para escudos”

Aplicação importante para quem quer estar preparado para 2012.

App “CameronHateMail”

Aplicação criada por Merkel para ser usada pelos países que assinaram acordo da última cimeira com frases de desprezo enviadas para o telemóvel de Cameron

App “Gomes Ferreira Quiz Show”

Jogo de questionários para treinar entrevistas com o economista da SIC.

App “iLidl”

Alerta de promoções do Lidl de Massamá

App “iCasamento”

Teste de satisfação conjugal de Laura em tempo real.

App “WegueWegueNaCozinha”

Aplicação com receitas culinárias da Guiné-Bissau para agradar à mulher depois das discussões. Receitas mais consultadas:

Moqueca de Peixe, Pitche-Patche de Ostras, Sigá, Frango com Bagique e Mancarra com Citi, receita condimentada que deixa a Laura mais safadona.

App “Wireless Cheater”

Passwords de net wi-fi dos vizinhos para usar quando cortam o serviço por falta de pagamento

App “MiguelRelvasFacts”

Aplicação com alguns das piadolas e mitos urbanos sobre Miguel Relvas, como o dom da ubiquidade

App “iRelvas, the master blaster”

Aplicação que permite a Relvas, mestre de Passos Coelho, ter à distância acesso a todo o conteúdo do iPad e ter controlo total sobre os conteúdos. O tablet poderá auto-destruir-se quando Relvas quiser.

http://inimigo.publico.pt/Noticia/Detail/1525467

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Srs. Inspectores da PJ, Srs. Procuradores, Srs. Juízes...Minhas Senhoras e Senhores...Afinal em Portugal quem é que recebeu o Suborno ????????????????








Srs. Inspectores da PJ, Srs. Procuradores, Srs. Juízes...Minhas Senhoras e meus Senhores...Afinal em Portugal quem é que recebeu o Suborno????????????????????????????????????

O silêncio acerca deste Processo em Portugal torna-se ensurdecedor !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ex-executivos da Ferrostaal admitem terem pago subornos !!!

"O dois ex-executivos da Ferrostaal e a própria empresa julgados por suborno de funcionário públicos estrangeiros na venda de submarinos a Portugal e à Grécia aceitaram a proposta de conciliação do tribunal, foi hoje anunciado. Ao fazê-lo, admitiram pagar subornos à Grécia e a Portugal, neste caso na pessoa do ex-cônsul honorário em Munique, Jürgen Adolff."

O ex-administrador da Ferrostaal Johann-Friedrich Haun e o ex-procurador Hans-Peter Muehlenbeck terão assim de pagar uma coima de 36 mil euros e 18 mil, respetivamente, e serão condenados a uma pena suspensa que não excederá dois anos, como propôs o juiz do processo, Joachim Eckert, na abertura do julgamento, esta manhã, na capital da Baviera.

Quanto à Ferrostaal, arguida no mesmo processo por crime de obtenção de vantagem económica através dos seus dois funcionários, terá de pagar uma coima de 140 milhões de euros, até 2014, em três prestações.

Tanto Haun como Muehlenbeck admitiram, no decorrer da primeira audiência do julgamento, que pagaram subornos na Grécia e em Portugal para conseguir que ambos os países se decidissem pela compra de submarinos ao German Submarine Consortium (GSC), que além da Ferrostaal integrava os estaleiros Howaldswerke, de Kiel, e a metalúrgica Thyssenkrupp, de Essen.

Entre os beneficiários dos 62 milhões de euros pagos em 'luvas' esteve o ex-ministro da Defesa grego Akis Tsochatzpoulos, de acordo com a queixa-crime do ministério público ce Munique.

No que se refere a Portugal, a acusação apenas refere no mesmo documento que Haun e Muehlenbeck subornaram o ex-cônsul honorário em Munique, Jürgen Adolff, pagando-lhe 1,6 milhões de euros, através de um contrato de consultoria, para que o diplomata lhes arranjasse contactos com o governo português.

DN 15/12/2011

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2187796&seccao=Europa

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

A Política Europeia vista a partir de Massamá !!! SIC NOTÍCIAS 13 DEZ 2011

DEZ 13-2011, SIC-NOTÍCIAS 22h30m :

Passos Coelho, diz agora na SIC Notícias: "Só o tempo dirá..." Uma frase profundíssima !!!!

Agora diz:"Não é fácil responder" ???

Depois diz "Só quando soubermos a origem da Crise" !!!

De seguida: " A origem vem dos U.S....dos outros países...Risco Sistémico..."

Que alívio...Pensava que ia dizer que a culpa era toda do "Sócrates"

MAS QUE GRANDE LATA...QUE GRANDE HIPÓCRITA !!!!!!!!!!!!!!!!!

Donde vem o Crescimento ?:"até 2015 nada !!! Depois logo se vê !!!"

Resumindo..."UM RAPAZINHO INCONSCIENTE DA GRAVIDADE, MUITO POUCO PREOCUPADO. NENHUM PROBLEMA COM A CIMEIRA...TUDO NUMA BOA" (:(:(:(:

Um pequeno aparte: "AS BOLSA AFUNDAM-SE !!! OS BANCOS AFUNDAM-SE !!! AS AGÊNCIAS DE RATTING CORTAM A DIREITO NA U.E."

Pedro Passos Coelho...Que tristeza (:(:(:

A Política Europeia vista a partir de Massamá LLL $$$$$$$$$

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Encontraram o pai do monstro !!!


"Passos Coelho, num acesso incompreensível, sugeriu que se investigasse quem “estava na origem” de “encargos” para a sociedade portuguesa que obviamente se não podiam sustentar e defendeu a responsabilização dos culpados":



- Encontraram o pai do monstro !!!

À medida que a crise avança na sociedade portuguesa, ferindo como uma lâmina os mais frágeis (Portugal tem 2,5 milhões de trabalhadores que ganham entre 700 e 800 euros e as medidas de austeridade vão transformá-los em novos pobres, informava o “Público”), anda meio mundo à procura da paternidade do monstro,
aquele que, dizem, engravidou o Estado de funcionários públicos e afins. E falam dele, uns como entidade abstracta, como faz o Primeiro-Ministro, Passos Coelho, outros como um fenómeno mais difícil de encontrar do que o de Loch Ness, o outro monstro do nosso imaginário literário e do cinema.

Afadigam-se nessa tarefa ciclópica, colossal, de pesquisar a realidade, e muitos são incapazes de decifrar os mistérios insondáveis por onde o monstro escapa, apesar dos vestígios materiais da sua presença serem muitos e variados.

Vasco Pulido Valente, que é bom detective e percebe os movimentos pendulares da sociedade portuguesa, caracterizou não só a tipologia do monstro – como descobriu o pai da extravante criatura.

O analista lembrou que “Passos Coelho, num acesso incompreensível, sugeriu que se investigasse quem “estava na origem” de “encargos” para a sociedade portuguesa que obviamente se não podiam sustentar e defendeu a responsabilização dos culpados”.

Como quem esclarece quem é o pai da criança, Vasco Pulido Valente escreve: “Em meados de 2005, Miguel Cadilhe acusou Cavaco de ser o principal culpado pelo aumento da “massa salarial da função pública”, que já representava naquela altura 15 por cento do PIB. Pior ainda, Cadilhe denunciou Cavaco como o inspirador “directo” do monstro e seu “pai” quase exclusivo.

Como se vê, Pedro Passos Coelho escusa de se cansar na sua simpática procura da “origem” e dos “culpados” da crise. Basta que se meta no carro e pergunte em Belém pelo sr. Presidente da República, se ele não andar ocupado a tratar do monstro, com que na aparência se reconciliou. Afinal de contas, por feio e repugnante que pareça, o monstro é filho dele. Muito dele.” Está desfeito o mistério.

Estamos safos.

- Fernando Paulouro Neves

A entrevista de António José Seguro à TSF



A inexistência em diálogo...a uns acusam de terem uma cassete...este tipo que se diz nosso SG é mesmo uma cassete!!!

Jürgen Habermas, o último europeu


Holbergprisen / Florian Breier
Jürgen Habermas está farto. O filósofo tem feito tudo o que pode para chamar a atenção para o que entende ser o fim do ideal europeu. Espera poder ajudar a salvá-lo – de políticos ineptos e das forças obscuras do mercado financeiro. Excertos.


Jürgen Habermas está zangado. Está muito zangado. Está mesmo furioso – porque encara a questão pessoalmente. Dá murros na mesa e grita: "Basta!" Não quer de todo ver a Europa remetida para o caixote do lixo da história mundial.

"Falo como cidadão", diz. "Preferiria estar em casa, sentado à minha secretária, acreditem. Mas isto é demasiado importante. As pessoas têm que entender que enfrentamos opções decisivas. É por isso que estou tão empenhado neste debate. O projeto europeu não pode continuar em modo de elite."

Basta! A Europa é o seu projeto. É o projeto da sua geração. Jürgen Habermas, de 82 anos, quer fazer passar a palavra. Está sentado no palco do Goethe Institute de Paris.

De uma maneira geral, diz coisas inteligentes como: "Nesta crise, colidem imperativos funcionais e sistemáticos" – referindo-se às dívidas soberanas e à pressão dos mercados. Por vezes, abana a cabeça com consternação e declara: "É completamente inaceitável, completamente" – referindo-se às imposições da UE e à perda da soberania nacional da Grécia.

E depois volta a ficar danado: "Os responsáveis são os partidos políticos. Os nossos políticos há muito que são incapazes de aspirar a mais do que serem re-eleitos. Não têm substância política de qualquer espécie, não têm convicções..." É da natureza desta crise que filosofia e palpites de política fiquem em pé de igualdade.

O golpe de Estado dos tecnocrata

É por isso que ali está sentado. Foi por esse motivo que escreveu recentemente um texto no Frankfurter Allgemeine Zeitung, em que critica o cinismo dos políticos europeus e o seu "alheamento dos ideais europeus". Acaba também de publicar um livro – um "livrinho", como lhe chama –, que o respeitado semanário alemão Die Zeit prontamente comparou com o ensaio de 1795 de Immanuel Kant, "Para a paz perpétua" [tradução do Instituto Galego de Estudos de Segurança Internacional e da Paz, disponível na Internet]. Mas tem alguma resposta para a questão do caminho que a democracia e o capitalismo devem tomar?

"Zur Verfassung Europas" ("Sobre a constituição da Europa") é o nome do seu novo livro, que é basicamente um extenso ensaio, onde descreve a mudança da essência da nossa democracia por pressão da crise e do frenesim dos mercados. Habermas diz que o poder deixou de estar nas mãos do povo e foi transferido para órgãos de legitimidade democrática duvidosa, como o Conselho Europeu. Basicamente, defende, os tecnocratas há muito que vêm preparando um golpe de Estado silencioso.

Habermas refere-se ao sistema que Merkel e Sarkozy estabeleceram durante a crise como uma "pós-democracia". O Parlamento Europeu não tem praticamente nenhuma influência. A Comissão Europeia tem "uma posição estranha, suspensa", sem nenhuma responsabilidade no que faz. Mas mais importante, no entanto, é o Conselho Europeu, ao qual foi dado um papel central no Tratado de Lisboa" – que Habermas vê como uma “anomalia". Considera o Conselho como um "organismo governamental que se envolve na política sem ter mandato para tal”.


Acredita na racionalidade do povo


Aqui chegados, deve mencionar-se que Habermas não é um Velho do Restelo, um pessimista, nem um profeta da desgraça – é na verdade um otimista inabalável e é isso que o torna um fenómeno raro na Alemanha. Habermas acredita verdadeiramente na racionalidade do povo. Acredita realmente na velha ordem democrática. Acredita totalmente numa esfera pública, ao serviço de uma vida melhor. Assim se explica a alegria com que encarava o público, naquela noite de meados de novembro, em Paris.

Enquanto os ativistas do movimento Ocupar se recusam a formular qualquer exigência clara, Habermas enuncia com precisão porque vê a Europa como um projeto de civilização que não pode falhar e porque a "comunidade global" é tão necessária para conciliar democracia com capitalismo. Por outro lado, afinal os revolucionários intervenientes dos movimentos Ocupar e o filósofo dos livros não estão assim tão afastados. É basicamente uma divisão de trabalho – entre o analógico e o digital, entre debate e ação.

"Pouco depois de 2008", comenta Habermas, com um copo de vinho branco na mão, após o debate, "percebi que o processo de expansão, integração e democratização não avança automaticamente por si só, que é reversível, que, pela primeira vez na história da UE, estamos verdadeiramente a passar por um desmantelamento da democracia. Não achava que isso fosse possível. Estamos numa encruzilhada”.

"A elite política não tem realmente nenhum interesse em explicar ao povo que estão a ser tomadas decisões importantes em Estrasburgo; tudo o que receia é perder o seu poder individual", afirma. Isto é importante para entender porque leva o tema da Europa tão a peito. Tem a ver com a Alemanha maligna de ontem e a Europa de bem de amanhã, com a transformação do passado em futuro, com um continente que já viveu dilacerado pela culpa – e agora está a ser destruído pela dívida.

A UE como algo novo

A sua visão é a seguinte: "Os cidadãos de cada país, que tiveram de aceitar que as responsabilidades fossem transferidas para fora das fronteiras soberanas, podiam, enquanto cidadãos europeus, aplicar o seu peso democrático a influenciar os governos que agem numa zona constitucional cinzenta."

Este é o principal ponto para Habermas e é o que tem faltado na visão da Europa: uma fórmula para o que está errado na construção atual. Ele não vê a UE como uma comunidade de Estados ou como uma federação, mas sim como algo novo. É um edifício jurídico que os povos da Europa acordaram em conjunto com os cidadãos da Europa – ou seja, nós próprios connosco –, de uma forma dual e esquecendo os respetivos governos. Isto retira, naturalmente, a base de poder de Angela Merkel e Sarkozy, mas é mesmo isso que ele deseja.

Há uma alternativa, diz, há outra via para a mudança sub-reptícia do poder a que estamos a assistir. Os meios de comunicação "têm" de ajudar os cidadãos a compreender a enorme dimensão da influência da UE sobre as suas vidas. Os políticos "vão" certamente entender a enorme pressão que cairia sobre eles, se a Europa falhar. A UE "deve" ser democratizada.

"Se o projeto europeu falhar", alerta, "fica a questão de quanto tempo vai demorar a retomar o status quo. Recordemo-nos da revolução alemã de 1848: quando falhou, levámos 100 anos a recuperar o nível de democracia anterior."


A Alemanha na e com a Europa

Helmut Schmidt


«A Alemanha na e com a Europa».
Helmut Schmidt, ex-chanceler, no Congresso ordinário do SPD, Berlim, 4 de Dezembro de 2011
 (texto integral).

Queridos Amigos, minhas Senhoras e meus Senhores!

Deixai-me começar com uma nota pessoal. Quando o Sigmar Gabriel, o Frank-Walter Steinmeier e o meu Partido me pediram mais uma vez uma contribuição, gostei de recordar como há 65 anos eu e a Locki, de joelhos no chão, pintavamos cartazes para o SPD em Hamburgo-Neugraben. Na verdade tenho de confessar desde já: no que diz respeito a toda a política partidária, já estou para além do Bem e do Mal, por causa da minha idade. Há muito que para mim, em primeiro e em segundo lugar, se encontram as tarefas e papel da nossa nação no indispensável âmbito união europeia.

Simultaneamente estou satisfeito por poder partilhar esta tribuna como o nosso vizinho norueguês Jens Stoltenberg, que no centro de uma profunda infelicidade da sua nação nos deu a nós e a todos os europeus um exemplo a seguir de direção liberal e democrática de um estado de direito.

Enquanto entretanto homem já muito velho, penso naturalmente em longos períodos temporais – quer para trás na História, quer para a frente na direção do desejado e pretendido futuro. Contudo, não pude dar há alguns dias uma resposta clara a uma pergunta muito simples. Wolfgang Thierse perguntara-me: «Quando será a Alemanha, finalmente, um país normal?» E eu respondi: num futuro próximo a Alemanha não será um país «normal». Já que contra isso está a nossa carga histórica enorme mas única. E além disso está contra isso a nossa posição central preponderante, demográfica e economicamente, no centro do nosso bastante pequeno continente mas organizado em múltiplos estados-nação. Com isto já estou no centro do complexo tema do meu discurso: a Alemanha na Europa, com a Europa e pela Europa.

Razões e origens da integração europeia.

Apesar de em alguns poucos dos cerca de 40 Estados europeus a consciência de ser um nação se ter desenvolvido tardiamente – assim em Itália, na Grécia e na Alemanha – sempre houve e em todo o lado guerras sangrentas. Pode-se compreender esta história europeia – observada da Europa Central – pura sequência de lutas entre a periferia e o centro e vice-versa. Sempre de novo o centro se manteve o campo de batalha decisivo.

Quando os governantes, os estados ou os povos no centro da Europa foram fracos, então os vizinhos da periferia avançaram para o centro. A maior destruição e as relativamente elevadas baixas humanas aconteceram na primeira guerra dos 30 anos entre 1618 e 1648, que se desenrolou fundamentalmente em solo alemão. A Alemanha era, nessa época, simplesmente um conceito geográfico, definido de forma desfocada só pelo espaço da língua alemã. Mais tarde vieram os franceses, sob Luís XIV e de novo sob Napoleão. Os suecos não vieram uma segunda vez; mas sim diversas vezes os ingleses e os russos, a última vez com Stáline.

Mas quando as dinastias ou os Estados eram foram fortes no centro da Europa – ou quando se sentiram fortes! – então atacaram a periferia. Isto já é válido para as cruzadas, que foram simultaneamente cruzadas de conquista não só na direção da Ásia Menor e Jerusalém, mas também na direção da Prússia Oriental e na de todos os três estados bálticos atuais. Na idade moderna é válido para as guerras contra Napoleão e é válido para as três guerras de Bismarck em 1864, 1866 e 1870/71.

O mesmo é válido principalmente para a segunda guerra dos 30 anos de 1914 a 1945. É especialmente válido para os avanços de Hitler até ao Cabo Norte, até ao Cáucaso, até à ilha grega de Creta, até ao sul da França e até mesmo a Tobruk, perto da fronteira líbio-egípcia. A catástrofe europeia, provocada pela Alemanha, incluiu a catástrofe dos judeus europeus e a catástrofe do estado nacional alemão.

Mas antes os polacos, as nações bálticas, os checos, os eslovacos, os austríacos, os húngaros, os eslovenos, os croatas tinham partilhado o destino dos alemães na medida em que todos eles, desde há séculos, tinham sofrido sob a sua posição geopolítica central neste pequeno continente europeu. Ou dito de outra forma: diversas vezes, nós, alemães, fizemos sofrer os outros sob a nossa central posição de poder.

Hoje em dia, as reivindicações territoriais conflituais, os conflitos linguísticos e fronteiriços, que ainda na primeira metade do século XX desempenharam um papel importante na consciência das nações, tornaram-se de facto insignificantes, pelo menos para nós alemães.

Enquanto na opinião pública e na opinião publicada nas nações europeias o conhecimento e a lembrança das guerras da Idade Média se encontram amplamente esquecidos, a lembrança de ambas as guerras do século XX e a ocupação alemã desempenham todavia ainda um papel latente dominante.

Penso ser para nós alemães decisivo que quase todos os nossos vizinhos – e para além disso quase todos os judeus no mundo inteiro – se recordem do holocausto e das infâmias que aconteceram durante a ocupação alemã nos países da periferia. Não está suficientemente claro para nós alemães que provavelmente entre quase todos os nossos vizinhos, ainda por muitas gerações, se mantém uma desconfiança contra os alemães.

Também as gerações alemãs posteriores têm de viver com este peso histórico. E as atuais não devem esquecer: foi a desconfiança com um futuro desenvolvimento da Alemanha que justificou o início da integração europeia em 1950.

Em 1946, Churchill, no seu grande discurso em Zurique, tinha duas razões para apelar aos franceses para se entenderem com os alemães e construírem com ele os Estados Unidos da Europa: em primeiro lugar a defesa conjunta perante a União Soviética, que parecia ameaçadora, mas em segundo a integração da Alemanha numa aliança ocidental alargada. Porque Churchill previa perspicazmente a recuperação económica da Alemanha.

Quando em 1950, quatro anos depois do discurso de Churchill, Robert Schuman e Jean Monnet apresentaram o plano Schuman para a integração da indústria pesada europeia, a razão foi a mesma, a razão da integração alemã. Charles de Gaulle, que dez anos mais tarde propôs a Konrad Adenauer a reconciliação, agiu pelo mesmo motivo.

Tudo isto aconteceu na perspetiva realista de um possível desenvolvimento futuro do poder alemão. Não foi o idealismo de Victor Hugo, que em 1849 apelou à união da Europa, nem nenhum idealismo esteve em 1950/52 no início da integração europeia então limitada à Europa Ocidental. Os estadistas dessa época na Europa e na América (nomeio George Marshall, Eisenhower, também Kennedy, mas principalmente Churchill, Jean Monnet, Adenauer e de Gaulle ou também Gasperi e Henri Spaak) não agiram de forma nenhuma por idealismo europeu, mas sim a partir do conhecimento da história europeia até à data. Agiram no juízo realista da necessidade de impedir uma continuação da luta entre a periferia e o centro alemão. Quem ainda não entendeu este motivo original da integração europeia, de que continua a ser um elemento fundamental, quem ainda não entendeu isto falta-lhe a condição indispensável para solucionar a presente crise altamente precária da Europa.

Quanto mais, durante os anos 60, 70 e 80, a então República Federal ganhava em peso económico, militar e político, mais a integração europeia se tornava aos olhos dos governantes europeus o seguro contra a de novo possível tentação de poder alemã. A resistência inicial de Margaret Tatcher ou de Miterrand ou de Andreotti em 1989/90 contra a unificação dos dois estados alemães do pós-guerra estava claramente fundada na preocupação de uma Alemanha poderosa no centro deste pequeno continente europeu.

Gostaria aqui de fazer um pequeno excurso pessoal. Ouvi Jean Monnet quando participei no seu comité «Pour les États-Unis d’Europe». Foi em 1955. Para mim Jean Monnet é um dos franceses mais perspicazes que eu conheci na minha vida em questões de integração, também por causa do seu conceito de avançar passo a passo na integração europeia.

Desde aí que, por compreender o interesse estratégico da nação alemã, me tornei e me mantive um partidário da integração europeia, um partidário da integração da Alemanha, não por idealismo. (Isto levou-me a uma controvérsia com Kurt Schumacher, o por mim muito respeitado presidente do meu partido, para ele insignificante, para mim com 30 anos, regressado da guerra, muito séria.) Levou-me a concordar, nos anos 50, com os planos do então Ministro dos Negócios Estrangeiros polaco Rapacki. No início dos anos 60 escrevi então um livro contra a estratégia oficial ocidental da retaliação nuclear, com que a NATO, na qual ontem como hoje nos encontrávamos integrados, ameaçava a poderosa União Soviética.

A União Europeia é necessária.

De Gaulle e Pompidou continuaram nos anos 60 e início dos anos 70 a integração europeia, para integrar a Alemanha – mas também não queriam de maneira nenhuma integrar o seu próprio estado. Depois disso, o bom entendimento entre Giscard d’Estaing e mim, levou a um período de cooperação franco-alemão e à continuação da integração europeia, um período que depois da primavera de 1990 continuou com êxito entre Miterrand e Kohl. Ao mesmo tempo desde 1950/52 que a comunidade europeia cresceu, até 1991, passo a passo de seis para doze membros.

Graças ao amplo trabalho preparatório de Jacques Delors (na altura presidente da Comissão Europeia), Miterrand e Kohl acordaram, em 1991, em Maastricht a moeda comum – o euro – que se tornou realidade dez anos mais tarde, em 2001. De novo na sua origem a preocupação francesa de uma Alemanha demasiado poderosa, mais exatamente de um marco demasiado poderoso.

Entretanto o euro tornou-se na segunda moeda mais importante da economia mundial. Esta moeda europeia é até, quer interna, quer externamente mais estável do que o dólar americano e mais estável do que o marco foi nos seus últimos dez anos. Toda a conversa sobre uma suposta «crise do euro» é conversa fiada leviana dos media, de jornalistas e de políticos.

Mas desde Maastricht, desde 1991/92, que o mundo mudou imensamente. Assistimos à libertação das nações do leste europeu e à implosão da União Soviética. Assistimos à ascensão fenomenal da China, da Índia, do Brasil e outros «estados emergentes», que antigamente chamávamos «Terceiro Mundo». Simultaneamente, as economias reais de grande parte do mundo «globalizaram-se», em alemão: quase todos os estados no mundo dependem uns dos outros. Principalmente, os actores nos mercados financeiros globalizados apropriaram-se de um poder, por enquanto, totalmente sem controlo.

Mas paralelamente, quase sem se dar por isso, a humanidade multiplicou-se de forma explosiva atingindo os 7 mil milhões. Quando nasci eram cerca de 2 mil milhões. Todas estas enormes mudanças tiveram consequências tremendas nos povos europeus, nos seus estados, no seu bem-estar!

Por outro lado, todas as nações europeias envelhecem e por todo o lado desce o número de cidadãos europeus. Em meados do século XXI seremos provavelmente 9 mil milhões de pessoas a viver na Terra, enquanto todas as nações europeias não ultrapassarão os 7%. 7% de 9 mil milhões. Até 1950, os europeus representaram, durante mais de dois séculos, mais de 20% da população mundial. Mas desde há 50 anos que nós europeus diminuímos – não só em números absolutos, mas principalmente em relação à Ásia, África e América Latina. Da mesma forma desce a parte dos europeus no produto social global, isto é na criação de riqueza de toda a humanidade. Até 2050 descerá até aos 10%; em 1950 ainda representava 30%.

Cada uma das nações europeias, em 2050, representará já só uma parte de um 1% da população mundial. Quer dizer: se queremos ter a esperança de nós europeus termos importância no mundo, então só a teremos em conjunto. Porque enquanto Estados separados – seja a França, Itália ou Alemanha ou Polónia, Holanda ou Dinamarca ou Grécia – só nos poderão contar em milésimos e não mais em números percentuais.

Daqui resulta o interesse estratégico a longo prazo dos estados europeus na sua cooperação integradora. Este interesse estratégico na integração europeia aumentará em importância cada vez mais. Até agora ainda não está amplamente consciencializado pelas nações. Também os respetivos governos não as consciencializam.

No caso, porém de a União Europeia no decorrer do próximo decénio não conseguir – mesmo que limitada – uma capacidade conjunta de atuação, não é de excluir uma marginalização auto-provocada dos estados e da civilização europeia. Do mesmo modo não se pode excluir, num caso destes, o ressuscitar de lutas concorrenciais e de prestígio entre os estados europeus. Numa situação destas a integração da Alemanha não poderia funcionar. O velho jogo entre centro e periferia podia de novo tornar-se realidade.

O processo mundial de esclarecimento, de propagação dos direitos das pessoas e da sua dignidade, o direito constitucional e a democratização não receberia mais nenhum impulso eficaz da Europa. Nesta perspetiva, a comunidade europeia torna-se uma necessidade vital para os estados nacionais do nosso velho continente. Esta necessidade ultrapassa as motivações de Churchill e de Gaulle. Também ultrapassa as motivações de Monnet e os de Adenauer. E hoje também engloba as motivações de Ernst Reuter, Fitz Ehler, Willy Brandt e também Helmut Koh.


Acrescento: certamente que também se trata ainda e sempre da integração da Alemanha. Por isso, nós alemães temos de ganhar clareza sobre a nossa tarefa, o nosso papel no contexto da integração europeia.

A Alemanha necessita de constância e fiabilidade.

Se no final de 2011 olharmos para a Alemanha com os olhos dos nossos vizinhos mais próximos e mais distantes, desde há um decénio que a Alemanha provoca inquietação – recentemente também preocupação política. Nos últimos anos surgiram dúvidas consideráveis sobre a constância da política alemã. A confiança na garantia da política alemã está abalada.

Estas dúvidas e preocupações assentam também nos erros de política externa dos nossos políticos e governos. Por outro lado baseiam-se no, para o mundo inesperado, poder económico da República Federal unificada. A nossa economia tornou-se – iniciando nos anos 70, nessa época ainda dividida – na maior da Europa. Tecnológica, financeira e socialmente é hoje uma das economias mais eficientes do mundo. O nosso poder económico e a nossa, em comparação muito estável, paz social desde há decénios também provocaram inveja – tanto mais que a nossa taxa de desemprego e a nossa dívida se encontram dentro da normalidade internacional.

No entanto, não nos é suficientemente claro que a nossa economia está, quer profundamente integrada no mercado comum europeu, quer em grande medida globalizada e assim dependente da conjuntura mundial. Iremos assim assistir como, no próximo ano, as nossas exportações não aumentarão significativamente.

Mas simultaneamente desenvolveu-se um grave erro, nomeadamente os enormes excedentes da nossa balança comercial. Desde há anos que os excedentes representam 5% do nosso PIB. São comparáveis aos excedentes da China. Isto não nos é completamente claro porque os excedentes não se contabilizam em marcos, mas em euros. Mas é necessário que os nossos políticos consciencializem esta circunstância.

Porque todos os nossos excedentes são, na realidade, os défices dos outros. As exigências que temos aos outros, são as suas dívidas. Trata-se de uma violação irritante do por nós elevado a ideal legal do «equilíbrio da economia externa». Esta violação tem de inquietar os nossos parceiros. E quando ultimamente aparecem vozes estrangeiras, na maioria dos casos vozes americanas – entretanto vêm de muitos lados – que exigem da Alemanha um papel de condução europeia, então isso desperta nos nossos vizinhos mais desconfiança. E acorda más recordações.

Esta evolução económica e a simultânea crise da capacidade de ação dos órgãos da união europeia empurraram de novo a Alemanha para um papel central. A chanceler aceitou solícita este papel juntamente com o presidente francês. Mas há, de novo, em muitas capitais europeias e também em muitos media uma crescente preocupação com o domínio alemão. Desta vez não se trata de uma potência militar e política central, mas sim de um potente centro económico! Aqui é necessário uma séria, cuidadosamente equilibrada advertência aos políticos alemães, aos media e à nossa opinião pública.

Se nós alemães nos deixássemos seduzir, baseados no nosso poder económico, por reivindicar um papel político dirigente na Europa ou pelo menos desempenhar o papel de primus inter pares, então um número cada vez maior dos nossos vizinhos resistiria eficazmente. A preocupação da periferia europeia com um centro da Europa demasiado forte regressaria rapidamente. As consequências prováveis de uma tal evolução seriam atrofiadoras para a UE. E a Alemanha cairia no isolamento.

A República Federal da Alemanha, muito grande e muito eficaz, precisa – também para se defender de si própria! – de se encaixar na integração europeia. Por isso desde os tempos de Helmut Kohl, desde 1992 que o artº 23º da Constituição nos obriga a colaborar «... no desenvolvimento da União Europeia». Este artº 23º obriga-nos a esta cooperação também no «princípio da subsidiariedade...». A crise atual da capacidade de ação dos órgãos da UE não muda em nada estes princípios.

A nossa posição geopolítica central, mais o papel infeliz no decorrer da história europeia até meados do século XX, mais a nossa capacidade produtiva atual, tudo isto exige de todos os governos alemães uma grande dose de compreensão dos interesses dos nossos parceiros na UE. E a nossa prestabilidade é indispensável.

Nós, alemães, também não conseguimos sozinhos a grande reconstrução e capacidade de produção nos últimos 6 decénios. Elas não teriam sido possíveis sem a ajuda das potências vencedoras ocidentais, sem a nossa inclusão na comunidade europeia e na aliança atlântica, sem a ajuda dos nossos vizinhos, sem a mudança política na Europa de leste e sem o fim da ditadura comunista. Nós, alemães, temos razões para estarmos gratos. E simultaneamente temos a obrigação de nos mostramos dignos da solidariedade através da solidariedade com os nossos vizinhos!

Pelo contrário, ambicionar um papel próprio na política mundial e ambicionar prestígio político mundial seria bastante inútil, provavelmente até prejudicial. Em todo o caso, mantém-se indispensável a estreita cooperação com a França e a Polónia, com todos os nossos vizinhos e parceiros na Europa.

É minha convicção que reside no interesse estratégico cardinal da Alemanha a longo prazo, não se isolar e não se deixar isolar. Um isolamento no espaço do ocidente seria perigoso. Um isolamento no espaço da UE ou da zona euro seria ainda mais perigoso. Para mim, este interesse da Alemanha ocupa um lugar inequivocamente mais importante do que qualquer interesse tático de todos os partidos políticos. Os políticos e os media alemães têm, com mil demónios, a obrigação e o dever de defender este conhecimento de forma duradoura na opinião pública.

Mas quando alguém dá a entender que hoje e no futuro falar-se-á alemão na Europa; quando um ministro alemão dos negócios estrangeiros pensa que aparições adequadas às televisões em Tripoli, Cairo ou Cabul são mais importantes do que contactos políticos com Lisboa, Madrid, Varsóvia ou Praga, Dublin, Haia Copenhaga ou Helsínquia; quando um outro acha ter de se defender de uma «União de transferência» - então tudo isto é mera fanfarronice prejudicial.

Na verdade, a Alemanha foi durante longos decénios pagador líquido! Podíamos fazê-lo e fizemo-lo desde Adenauer. E naturalmente que Grécia, Portugal ou Irlanda forma sempre recebedores líquidos.

Esta solidariedade talvez não seja hoje suficientemente clara para a classe política alemã. Mas até agora foi evidente. Também evidente – e para além disso desde Lisboa incluído no tratado – o princípio da subsidiariedade: aquilo que um estado não pode ou não consegue resolver, tem de ser assumido pela UE.

Desde o plano Schuman que Konrad Adenauer aceitou, por instinto político acertado, a oferta francesa contra a resistência quer de Kurt Schumacher, quer de Ludwig Erhard. Adenauer avaliou corretamente o interesse estratégico de longo prazo da Alemanha – apesar da divisão da Alemanha! Todos os sucessores – assim também Brandt, Schmidt, Kohl e Schröder – prosseguiram a política de integração de Adenauer.
Todas as táticas da ordem do dia, da política interna ou da política externa nunca questionaram o interesse estratégico alemão de longo prazo. Por isso todos os nossos vizinhos e parceiros puderam confiar, durante decénios, na constância da política europeia alemã – e na verdade independentemente de todas as mudanças de governo. Esta continuidade mantém-se conveniente também no futuro.

A situação atual da UE exige energia.

Contribuições conceptuais alemãs foram sempre naturais. Também se deve manter assim no futuro. No entanto não devíamos antecipar o futuro longínquo. Mudanças no tratado, mesmo assim, só poderiam corrigir em parte erros e omissões na realidade criada há vinte anos em Maastricht. As propostas atuais para as mudanças no Tratado de Lisboa em vigor não me parecem muito úteis para um futuro próximo, se nos lembrarmos das dificuldades até agora com todas as diversas ratificações nacionais, ou nos referendos com resultados negativos.

Concordo por isso com Napolitano, o Presidente italiano, quando, num notável discurso em Outubro exigiu que nós hoje nos temos de concentrar no que é necessário hoje fazer. E que para isso temos de esgotar as possibilidades que os tratados em vigor nos proporcionam – especialmente o reforço das regras orçamentais e da política económica na zona Euro.

A atual crise da capacidade de ação dos órgãos da UE criados em Lisboa, não pode continuar! Com a exceção do BCE, todos os órgãos – Parlamento Europeu, Conselho Europeu, Comissão Europeia e Conselho de Ministros – todos eles, desde a superação da aguda crise dos bancos de 2008 e especialmente da consequente crise da dívida soberana, contribuíram pouco para uma ajuda eficaz.

Não há nenhuma receita para a superação da atual crise de liderança na UE. Serão necessários vários passos, alguns simultâneos, outros consecutivos. Não serão só necessárias, capacidade de análise e energia, mas também paciência! Nisso as contribuições concepcionais alemãs não se podem reduzir a chavões. Não devem ser apresentadas na praça televisiva, mas em vez disso confidencialmente nos grémios dos órgãos da UE. Os alemães não devem apresentar como exemplo ou medida de toda as coisas aos nossos parceiros europeus, nem a nossa ordem económica ou social, nem o nosso sistema federal, nem a nossa política constitucional orçamental ou financeira, mas sim simplesmente enquanto exemplo entre várias outras possibilidades.

Todos nós em conjunto somos responsáveis pelos efeitos futuros na Europa por tudo o que hoje a Alemanha faz ou deixa de fazer. Precisamos de razoabilidade europeia. Mas não precisamos só de razoabilidade, mas também de um coração compreensivo com os nossos vizinhos e parceiros.

Concordo num ponto importante com Jürgen Habermas, que recentemente referiu que – e cito - «...na realidade assistimos agora pela primeira vez na história da UE a uma desmontagem da Democracia!!» (fim da citação). De facto: não só o Conselho Europeu, incluindo o seu Presidente, também a Comissão Europeia, incluindo o seu Presidente e os diversos Conselhos de Ministros e toda a burocracia de Bruxelas marginalizaram em conjunto o princípio democrático!  Eu caí no erro, na época em que introduzimos a eleição para o Parlamento europeu, de pensar que o Parlamento conseguiria o seu peso próprio. Na verdade até agora não teve nenhuma influência reconhecível na superação da crise, já que as suas discussões e resoluções não têm até agora nenhum resultado público.

Por isso quero apelar a Martin Schulz: é tempo de o senhor e os seus colegas democratas-cristãos, socialistas, liberais e verdes, em conjunto mas de forma drástica, conseguirem ser ouvidos publicamente. Provavelmente o campo da totalmente insuficiente fiscalização sobre os bancos, bolsas e os seus instrumentos financeiros, desde o G20 em 2008, adequa-se na perfeição para um tal levantamento do Parlamento Europeu. Realmente alguns milhares de brookers nos EUA e na Europa, mais algumas agências de notação tornaram reféns os governos politicamente responsáveis da Europa. Não é de esperar que Barack Obama possa vir fazer muito contra isso. O mesmo é válido para o governo britânico.

Realmente, os governos do mundo inteiro salvaram, na verdade, os bancos em 2008/09 com as garantias e o dinheiro dos impostos dos cidadãos. Mas já em 2010, esta manada de executivos financeiros, altamente inteligentes e simultaneamente propensos à psicose, jogava, de novo, o seu velho jogo do lucro e das bonificações.Um jogo de azar e em prejuízo dos que não são jogadores, que eu e Marion Dönhoff já nos anos 90 criticámos como muito perigoso.

Já que ninguém quer agir, então os participantes da zona Euro têm de o fazer. Para isso o caminho pode ser o do artº 20º do Tratado de Lisboa em vigor. Aí prevê-se expressamente, que Estados-membros sós ou em conjunto «estabeleçam entre eles uma cooperação reforçada». Em todo o caso, os Estados membros da zona euro deveriam impor uma regulação enérgica do seu mercado financeiro comum. Desde a separação entre por um lado os normais bancos de negócios e por outro, os bancos de investimento e bancos sombra até à proibição da venda de derivados, desde que não autorizados pela fiscalização oficial da Bolsa - até à restrição eficaz dos negócios das, por enquanto, não fiscalizadas agências de notação no espaço da zona euro. Não quero, minhas senhoras e meus senhores, aborrecê-los com mais detalhes.

Naturalmente que o globalizado lobby dos banqueiros iria empregar todos os meios contra. Já conseguiu até agora impedir toda a regulamentação eficaz. Possibilitou para si mesmo que a manada dos seus brookers tenha colocado os governos europeus na situação difícil de ter de inventar sempre novos «fundos de estabilização» e alargá-los através de «alavancas». É tempo de se resistir. Se os europeus conseguirem ter a coragem e a força para uma regulação eficaz dos mercados financeiros, então podemos no médio prazo tornarmo-nos numa zona de estabilidade. Mas se falharmos, então o peso da Europa continuará a diminuir – e o mundo evolui na direção de um Duovirato entre Washington e Pequim.

Seguramente que para o futuro próximo da zona euro todos os passos anunciados e pensados até agora são necessários. Deles fazem parte os fundos de estabilização, o limite máximo de endividamento e o seu controlo, uma política económica e fiscal comum, deles fazem parte uma série de reformas nacionais na política fiscal, de despesa, na política social e na política laboral. Mas forçosamente, também uma dívida comum será inevitável. Nós, alemães, não nos devemos recusar por razões nacionais e egoístas.

Mas de forma nenhuma devemos propagar para toda a Europa uma política extrema de deflação. Mais razão tem Jacques Delors quando exige, em conjunto com o saneamento do orçamento, a introdução e financiamento de projetos que fomentem o crescimento. Sem crescimento, sem novos postos de trabalho, nenhum Estado pode sanear o seu orçamento. Quem acredita que a Europa pode, só através de poupanças orçamentais, recompor-se faça o favor de estudar o resultado fatal da política de deflação de Heinrich Brüning em 1930/32. Provocou uma depressão e um desemprego de uma tal dimensão que deu início à queda da primeira democracia alemã.

Aos meus amigos.

Terminemos, queridos amigos! No fundo, não é preciso pregar solidariedade internacional aos sociais-democratas. A social-democracia é desde há século e meio internacionalista – em muito maior medida do que gerações de liberais, de conservadores ou de nacionalistas alemães. Nós, sociais-democratas, não abdicámos da liberdade e da dignidade de cada ser humano. Simultaneamente não abdicámos da democracia representativa, da democracia parlamentar. Estes princípios obrigam-nos hoje à solidariedade europeia.
De certo que a Europa, também no século XXI, será constituída por estados nacionais, cada um com a sua língua e a sua própria história. Por isso a Europa não se tornará de certeza num Estado Federal. Mas a UE também não pode degenerar numa mera aliança de estados. A UE tem de se manter uma aliança dinâmica, em evolução. Não há em toda a história da humanidade nenhum exemplo. Nós, social-democratas, temos de contribuir para a evolução passo a passo desta aliança.

Quanto mais envelhecemos, mais pensamos em períodos longos. Também enquanto homem velho me mantenho fiel aos três princípios do Programa de Godesberg: liberdade, justiça, solidariedade. Penso, a propósito, que hoje a justiça exige antes de mais igualdade de oportunidades para as crianças, para estudantes e jovens.

Quando olho para trás, para 1945 ou posso olhar para 1933 – tinha acabado de fazer 14 anos – o progresso que fizemos até hoje parece-me quase inacreditável. O progresso que os europeus alcançaram desde o Plano Marshall, 1948, desde o Plano Schuman, 1950, graças a Lech Walesa e ao Solidarnosz, graças a Vaclav Havel e à Charta 77, que agradecemos àqueles alemães em Leipzig e Berlim Oriental desde a grande mudança em 1989/91.

Não podíamos imaginar nem em 1918, nem em 1933, nem em 1945 que hoje uma grande parte da Europa se regozija pelos Direitos Humanos e pela paz. Por isso mesmo trabalhemos e lutemos para que a UE, historicamente única, saia firme e auto-confiante da sua presente fraqueza.

Helmut Schmidt

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Strauss-Kahn - Só os completamente "Tolos" não sabem que foi um Golpe da CIA !!!


Só os completamente "Tolos" não sabem que foi um Golpe da CIA !!!


Eu desde o primeiro dia que denunciei o "golpe" !!!
Strauss-Kahn era partidário duma reforma completa do FMI, com ajustamentos nas percentagens de Voto dos US e UE que permitissem uma integração equilibrada das
Economias Emergentes da China, Brasil e Índia !

E também a substituição do $USD como Moeda de Referência Mundial, sendo criada uma Moeda de Referência ( não circulante) , a partir da qual se estableceria a cotação relativa do $USD, Euro...
A partir daí o Governo dos US deu ordem directa à CIA para o colocar fora de circulação... Pois mesmo que não conseguisse levar até ao fim essa dita reforma do FMI, a sua mais que provável vitória nas eleições Presidenciais Francesas iam estragar o trabalho de Destruição do Espaço Euro em Curso !!!

http://economico.sapo.pt/noticias/imagens-de-vigilancia-de-hotel-sugerem-golpe-contra-strausskahn_133376.html


Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

O "Unanimismo Alemão" (DEZ 2012)


O "Unanimismo Alemão" (DEZ 2012) em torno da Política

Europeia de Merkel, desde a imprensa ás TVs do Centro

Esquerda à Direita, lembra a ascensão de Hitler ao Poder

nos anos 1933-39 !!!

Um país assimetrico...

As assimetrias latentes no que diz respeito ao diferencial entre os que ganham menos e os que ganham mais, tem a meu ver um papel relevante no que diz respeito à dificuldade de Portugal sair desta situação económica (facto que pode ser facilmente comprovado pela análise das estatísticas existentes, onde podemos comparar o diferencial português com os diferenciais da maioria dos países que se encontram em melhor estado económico) . Julgo que se fizermos um paralelo entre este facto e o ponto de situação das economias da zona Euro, podemos de facto constatar que as economias que têm crescimento e melhor resistido ao actual cenário económico, apresentam uma menor assimetria no que diz respeito aos vencimentos do que Portugal.
Se o estado é um pilar desta nação, o nosso estado devia rever e impor regras que permitissem a diminuição das assimetrias existentes. A não ser que dêem uma justificação válida para por exemplo o nosso Excelentíssimo Governador do Banco de Portugal ter um vencimento principesco comparado com os seus pares a nível mundial.....

A importância de se chamar José Sócrates

As evidencias que o Partido Socialista tem dificuldade em ultrapassar, cinco minutos de Sócrates, tem mais importância para o País, do que meses de António José Seguro !

Procuram-se líderes políticos com urgência

Durante os próximos dois dias os meros cidadãos como nós, estão garantidamente com os olhos em Bruxelas. Confesso que não me encontro optimista, simplesmente porque o valor chamado de solidariedade encontra-se perdido e omisso dos nossos líderes europeus. Sinto-me em 1930. É urgente que surjam outros líderes políticos que pensem além do seu umbigo.

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Os portugueses detestam optimistas!

Conversa de café :

- Este povo detesta optimistas pá!
- ...eu também prefiro gente que só diz as verdades!
- Põe-t'á tabela cainda telegem pr'alguma coisa...



FIM

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Uma proposta para resolver a crise...ou ecos do passado para resolver problemas presentes...

Isto foi escrito Marriner Eccles, Presidente da reserva Federal Americana entre 1934 e 1948, nomeado por Franklin D. Roosevelt, foi o obreiro do fim da crise de 1929 contrariando todas as teses Capitalistas que vigoravam, proferiu as suas teses 3 anos antes de Keynes, nada como ler esta passagem:


"Como a produção em massa tem de ser acompanhada por consumo em massa, também o consumo em massa, por sua vez, implica uma distribuição da riqueza - não da riqueza existente, mas da riqueza à medida que é produzida - para proporcionar aos homens um poder de compra equivalente aos bens e serviços disponibilizados pela maquinaria económica da Nação. Em lugar de implementar esse género de distribuição, por volta de 1929-1930, uma bomba de sucção gigante puxara para poucas mãos uma fracção crescente da riqueza correntemente produzida. Esta serviu para acumular capital. Contudo, ao retirar o poder de compra das mãos dos consumidores, os aforadores, negaram a sim mesmo o tipo de procura efectiva para os seus produtos que justificaria um reinvestimento das suas acumulações de capital em novas fábricas. Em consequência, como num jogo de póquer em que as fichas se foram concentrando num número cada vez menor de mãos, os restantes parceiros só podiam permanecer em jogo pedindo emprestado. Quando se lhes acabava o crédito, o jogo parava."

Ideia retirada de uma postagem do João Nunes no Facebook

Ó Relvas... Ó Relvas...

Debandada geral da sessão de encerramento do XIII Congresso da ANAFRE, 
aquando a intervenção final do Ministro da Presidência, Miguel Relvas, 
no Arena de Portimão a 3 de Dezembro de 2011. 





"É preciso administrar o desprezo com extrema parcimónia, 
pois o número de necessitados é muito grande."  
François René de Chateaubriand


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Audiência à ANAFRE

Paula Santos, PCP, 17.11.011



As SGPS têm a sua sede no estrangeiro e são protegidas pelo governo para não pagar impostos!!!

Uma das consequências da aprovação deste OE de 2012 e do porque é que a Abstenção torna também cúmplice o PS com estas medidas:


É caso para dizer:

Da série "A Fenomenologia do Ser"¹ [2]

publicado no Câmara Corporativa 



Ensaio de redução eidética, depois de assistir à entrevista do Primeiro-ministro na SIC e escapando por um triz a um ataque de paralisia cerebral:
    - Um líder político que não hesitou em provocar uma crise política em plena tempestade económica e financeira, por puro cálculo político, conveniência e interesse pessoal e partidário. 
    - Um líder político que não hesitou em apresentar como justificação para a crise política um alegado exagero nos sacrifícios pedidos aos portugueses. 
    - Um líder político que não hesitou, nem hesita, em caracterizar a situação do País em termos humilhantes para os portugueses e prejudiciais para a economia, reproduzindo desavergonhadamente os preconceitos e as vulgaridades da imprensa e dos interesses internacionais sobre Portugal e os portugueses. 
    - Um líder político que concorreu na base de uma plataforma eleitoral que repudiou no dia seguinte ao da eleição, impondo e agravando todas as medidas que usou como justificação para a abrir uma crise política e, como se tal não bastasse, ainda acrescentou tudo aquilo que os interesses financeiros internacionais se lembraram de lhe propor. 
    - Um líder político que não hesitou em lançar acusações, insinuações e suspeitas sobre milhares de portugueses honrados, competentes e profissionais por mérito próprio, e que o fez sem o benefício da ignorância porque a intenção foi a de justificar opções políticas e ideológicas iníquas. 
    - Um líder político que não hesita em dizer hoje o contrário do que dizia há seis meses atrás. - Um líder político cuja experiência profissional e política se limita à vida partidária e a empregos com patrocínio político. 
    - Um líder político cuja crescente exposição pública revela a faceta psitacista, típica dos carreiristas associativos sempre muito ardilosos no palavreado e no saber de ouvido. - Um conhecido filósofo perguntou um dia – num texto sobre Fenomenologia e que de facto existe – What Is It Like to Be a Bat? De facto, parece mais fácil responder a essa pergunta do que responder à questão de saber Que tal é ser um líder assim?
Já quanto às consequências basta o OE2012…
    Afonso
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¹ Obra filosófica que o actual primeiro-ministro afirmou ter lido na sua juventude, desde então, perdida.

O enterro do setor do Turismo e uma sugestão...

cabeçalho deste Blog: Turismo Cemiterial

Eis a inevitabilidade, não bastava terem cortado o subsidio de férias e de natal a milhares de Portugueses...algo que irá afectar e de que maneira o Turismo nacional, pois milhares de Portugueses não irão gozar férias nos próximos dois anos...que o sector da restauração tenha nos próximos anos a prespectiva de ter "despedimentos, o encerramento de empresas e o aumento da economia paralela como consequências do aumento de 10 pontos percentuais na taxa de IVA" aplicável este setor....como este setor ainda viu reduzido e de que maneira (106 milhões de euros) as verbas que o Instituto do Turismo gasta não só no seu funcionamento, como na promoção externa e pior na atratividade de investimento directo estrangeiro nesta área, verificando-se uma "quebra brusca na verba disponibilizada pelo Turismo de Portugal à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que passa de 15 milhões de euros em 2011 para 2,9 milhões em 2012, segundo os documentos dos orçamentos para os dois anos."

Fica a sugestão...olhe que se promova o Turismo cemiterial...é barato...existem cemitérios em todos os locais...e dar-nos-há a perspetiva do que nos espera no futuro em relação à economia!!!

Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

1º Dezembro de 1640 -> 1º Dezembro de 2012 !!!

A Independência perde-se, mas também se recupera….


Nem que se tenha tal como em 1383 ou 1640 atirar uns quantos pela janela!


O Pobre e o Banqueiro

É graças à "tralha" socrática...

É graças à "tralha" socrática é que o PS ainda não é um satélite do PPD e comandado por Passos...ele bem tenta, com a ajuda de Cavaco com os seus bombons envenenados a Seguro...

Por isso envia-mos um recado a esse comentador mercenário que "actua" na TVI:

por Marinho Osório


Por isso agradeço todos os dias à tal "tralha" socrática que e bem na Assembleia da República (dentro do grupo parlamentar do PS) e por todo este país resiste a ser um satélite do PPD!!!

Este "Georgetown Boy" agora quer limpar-se como costume !!!

Este "Georgetown Boy" fez o Doutoramento nos US nessa universidade em Washington DC,onde se formam todos os Altos Quadros da CIA e NSI e também muitos Lideres de Países "Amigos" dos US !!!

Depois veio para PM de Portugal durante um curto período de tempo, enquanto se compunha o assalto ao Parlamento Europeu e Conselho por parte de novos Governos Neo-Liberais (Neo-Fascistas)...

Foi ver unicamente acompanhado do Aznar e Blair, as "Tais Provas da Posse Pelo Sadam" das numca encontradas "Armas de Destruição Massiva do Iraque".

A única arma que existiu esteve na Proposta que o Sadam fez na última Reunião da OPEP em que participou e pretendeu influenciar os restantes Membros a passar a cotar o Petróleo em EUROS € em vez do $USD.

Nesse dia foi-lhe sentenciada a morte pelo Bush, Dick Cheney , Robert Gates, Donald H. Rumsfeld e companhia.

Depois foi só colocá-lo na Comissão Europeia para impor a Economia à frente da Politica, a Agenda Neo-Liberal, os "Mercados" (os Neo-Fascista) e chegámos onde estamos...

Agora vem limpar-se e já está...

Todas as culpas ficam nos também Neo Fascistas Merkel e Sakozy e ele sai de fininho... Já foi assim no MRPP, no PSD, no Governo (lembram-se quando disse que estava-mos todos de tanga!) e agora vai ser igual !!!

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